TABELA DE MARÉS
Miguel Capão Filipe

 

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" A Faculdade De Medicina "

O facto do Conselho de Ministros ter decidido criar uma Faculdade de Medicina na Covilhã e outra em Braga, constituiu matéria de perda para Aveiro.

O ensino da Medicina é algo de muito sério, pelo que se a ponderação do Governo de Lisboa tivesse sido o ponto de vista técnico e científico, uma escolha excelente para o país seria Aveiro. A vontade de dotar Aveiro com uma Faculdade de Medicina assentava essencialmente em 2 premissas, uma de Educação e outra no domínio da Saúde.

A Universidade de Aveiro é dotada de capacidades ímpares para os primeiros três anos do ciclo básico de um Curso de Medicina. Para tanto, bastaria a ampliação de algumas valências do ensino já associado à Universidade, e o uso de equipamentos existentes, como o dos Centros de Biomédicas e Biologia Molecular. Com menos gastos, havia uma melhor solução, num dos mais adiantados centros universitários da Europa.

Por outro lado, o Hospital de Aveiro sofre de múltiplas carências técnicas e humanas, e para completar estruturalmente a nossa invejada região, temos mais tarde ou mais cedo de o fazer progredir para Hospital Central. Infelizmente, escapou-se uma circunstância única, que abreviaria por certo, essa merecida e legítima evolução.

Todavia, o processo mostrou vícios, sendo que os critérios "nacionais" foram mais uma vez os "político-partidários". Para tanto, bastaram umas tantas reuniões entre militantes, no sentido de se distribuir à "la carte", entre jogos de influência, diferentes escolhos, optando-se neste caso por temperar com inverídicas resoluções da "interioridade". O Partido Socialista, que já nos habituara ao conceito dos "job for the boys", evoluciona agora para o "merchandise for the boys".

 

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" A Escola Superior De Saúde "

Como se sabe, a Universidade de Aveiro tem no seu plano de desenvolvimento (confia-se em fase de aprovação em instâncias superiores), a concretização de uma Escola Superior de Saúde, projecto de interesse nacional e inédito em termos internacionais. Pois que este patamar se cumpra, e com naturalidade evolua para a habilitação de Faculdade. Aveiro em relação às suas causas, sempre as fez valer por mérito. Poderá ser uma vitória diferida no tempo?

 

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RECICLAR- A primeira pista de remo em Portugal, projectada para o Baixo-Mondego, corre sérios riscos de ser reprovada. Descobriu-se que o local previsto é uma importante faixa de vegetação e de solos de grande capacidade, onde vivem espécies protegidas de aves, répteis e anfíbios. Através do zeloso funcionário da Comissão de Coordenação de Reciclagem (CCR Centro), o tal que foi célere em invocar questões ambienciais em relação à Europa dos Pequenitos em Aveiro, estará por certo salvaguardada a Reserva Ecológica e Agrícola Nacional. Resta então reclamar de utilidade pública, os 800 mil contos em papel do verde previstos para o Mondego, que deverão então ser reciclados para a futura Pista Internacional de Remo de Aveiro.

VENTOS DA "XERRA"- Viseu considerou um insulto a simples ideia de um pólo da Universidade de Aveiro na sua terra. Já antes considerara um atentado a escolha de Aveiro para sede do Europeu 2004. Aveiro, sempre disponível, tem-se enquadrado nos interesses mútuos e de boa vizinhança, "facultando" sempre que pode uma boleia a esta zona de desenvolvimento intermédio, como é Viseu. Será mais dócil expiar Aveiro, quando o "barulho" deveria ser com outro(s)?

 

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O ATLÂNTICO- Realizou-se o I Encontro Empresarial Norte de Portugal/Galiza no Europarque em Santa Maria da Feira. Nesta reunião notou-se a presença de empresários e políticos das duas regiões, entre os quais a representação do Governo Civil de Aveiro. Atende-se finalmente o rumo norte do eixo atlântico, como uma das componentes da verdade geográfica e humana de Aveiro. Afinal, até nunca fomos da cultura mediterrânica.

O COLOSSO DA RIA- Foi tornado público o plano estratégico "Porta da Ria" , com a reabilitação da lota e a intervenção no canal das pirâmides. Requalificar Aveiro em espaço voltado para a ria, afinal o que nos distingue e nos identifica perante o mundo, deverá ser um propósito de todos nós. Excelente conceito o do restauro dos obeliscos e da construção de um novo edifício de comando das eclusas, tipo varanda panorâmica. Este edifício poderá afirmar-se como uma silhueta tipo ex-libris de Aveiro, um nosso Colosso de Rhodes, projectado por um arquitecto do tipo do Siza Vieira (veja-se o depósito de água da Universidade).

 

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RED FISH- O Sector de Pesca Longínqua atravessa uma conjuntura delicada. Portugal é o primeiro consumidor mundial de bacalhau (270 mil toneladas). Há 10 anos atrás pescava com 60 navios, 70 mil toneladas de pescado. Hoje, a frota nacional é de 13 navios, a pescar 20 mil toneladas, 6 mil das quais de bacalhau ( cerca de 3% daquilo que consome). E ao contrário do que se tenta passar, o problema não é a escassez de recursos, mas a repartição de quotas de pescado no Atlântico Norte. Em mais um Conselho de Ministros das Pescas, a União Europeia persiste em não permitir que Portugal use as quotas atribuídas, mas não utilizadas pelos outros membros. O Governo demonstra assim a mesma valia, isto é, o de não fazer pressão e não ser sua intenção o reafirmar das pescas como uma actividade económica estratégica e de futuro para Portugal. Onde Aveiro sempre foi historicamente o melhor. Afinal, os "Red" não são "Fixes".

 

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S. GONÇALINHO- Vai-se comemorar o S. Gonçalinho de Aveiro, tradicionalmente a maior festa aveirense com características populares. Nesta exuberância, falta a Aveiro e ao seu município uma romaria diferente e única, vivida ao estilo das festividades do São João no Porto ou do S. Paio na Torreira. Carece assim à Festa de São Gonçalinho, um estatuto superior, isto é, a sua calendarização como Festa Municipal a 10 de Janeiro ou Fim de Semana seguinte e a elaboração de um "Plano de Arraial", apoiado no recuperar da tradição. Os antigos enfeites das ruas, bandeiras e arcos de madeiras decorados com papel de seda, poderão permitir um concurso entre moradores e colectividades. As tradicionais fogueiras em locais definidos para o efeito, entregues a diferentes grupos, como os universitários e os espectáculos de fogo de artifício únicos nos canais da Ria, poderão ser retomados. A participação dos cidadãos na festa, com permanência toda a noite em danças, cantares, bandas, comidas e bebidas, conduzirá de novo, como antigamente, esta festa a um ritual à alegria. Não temos alhos porros ou martelos para bater na cabeça, mas experimentamos as cavacas.

 

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1999, ODISSEIA ELEITORAL- Apareceram nas pontes que ligam Lamego à Régua (IP3), estreadas de fresco pelo Governo, várias fendas no pavimento. As fracturas sucederam-se porque escapou a alguém, a colocação à entrada e saída das pontes, de estruturas metálicas conhecidas por "juntas de dilatação". Existem no nosso país dois tipos de Engenheiros. O Engenheiro Civil, que desde a Escola do Adro decorou que o calor dilata os corpos. E o Engenheiro Eleitoral, que desde o Adro da Escola decorou que o calor dilata os votos.

NÃO LIXEM PORTUGAL- Os resíduos industriais perigosos correm para rios e rias, para descampados ou depósitos selvagens, algures pelos 91.985 km2 de território. Num espírito de design(io) nacional, a configuração de cinzeiro automóvel corresponde ao Mapa das Estradas, acautelando aos 56,2% de famílias com carros, a venda destes em 2ª mão com tabliers como de origem. A descrição empírica de balde(a) é a calçada à portuguesa, decorada em bulício de cinza, papel e sedimentos caninos. Aguarde-se então que 9.955.410 modernos cidadãos saiam à rua, cerca das 20 horas e em directo, para requalificar cientificamente o ambiente.

 

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MARCA DE HERANÇA- Aveiro ocupa um lugar cimeiro, à frente de Lisboa e do Porto, no Índice de Desenvolvimento Social, que mede parâmetros como o nível de educação, a esperança de vida e certas infra-estruturas (electricidade, água canalizada e saneamento). Quem não aprovaria herdar a doação do século, isto é, um município substancial, com múltiplos projectos em fase de concretização e sem a maior parte das moléstias dos outros burgos. E que coloca Aveiro pronta para o assalto a 3ª cidade do país.

IMAGEM DE MARCA- As grandes cidades também se afirmam pela aura dos grandes monumentos e obras que as diferenciam da concorrência. O património de Aveiro vive um momento único, com as recuperações, entre outras, do Teatro Aveirense, do Museu Nacional, dos Paços do Concelhos, da Capitania e da Antiga Escola nº 2. Mas a preservação de património, não passa só pelo valor estético da fachada. Cada edifício apresenta uma identidade própria, uma alma-máter a desenvolver e a reforçar, para que perdure. O Museu, por exemplo, é o segundo maior do país em área coberta e o mais rico em arte sacra, com símbolos como o retrato de Santa Joana ou um Cristo com uma face mais enigmática que a de Mona Lisa, e que com uma implantação de estratégia o pode levar a maior reconhecimento internacional. Os Paços do Concelho poderão, após dois séculos, vir a ser a efectiva "Câmara dos Deputados", como Sede da Assembleia Municipal. A Capitania, um edifício imagem da Ria, ficará mais favorecido com um figurino de exposição multimédia da região, ao estilo Expo-98, do que a Suite das Arábias, em curso. A Escola nº2 da Vera-Cruz tem espaço para uma sala de aulas-museu, reconstruída pela infância de um pouco de todos nós. A propósito, vai-se poder de novo deglutir água no Chafariz da Praça de Peixe. Bom proveito.

 

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AUTO- RETRATO *

"Bairrismo"
Portuenses: nascidos ou que vivem no Porto há mais de 20 anos.
Lisbonenses: nascidos na Província ou que vivem em Lisboa há mais de 20 meses.
Aveirenses: nascidos no Interior ou que vivem em Aveiro há menos de 20 dias.

"Monumentos que identificam a cidade"
Portuenses: Torre dos Clérigos.
Lisbonenses: Torre de Belém.
Aveirenses: Torre Eiffel.

"Instituições mais importantes"
Portuenses: FC Porto.
Lisbonenses: SL Benfica ou Sporting CP.
Aveirenses: SL Benfica ou Sporting CP ou FC Porto.

"Pessoas Símbolo"
Portuenses: Pinto da Costa ou Fernando Gomes.
Lisbonenses: Mário Soares JR ou Vale e Azevedo.
Aveirenses: Hugo Boss ou Nina Ricci.

(*) Portuenses- Fonte: estudo do sociólogo Santos Silva (Porto 2001).
Lisbonenses e Aveirenses- Fonte: das Cinco-Bicas.

 

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UNIÕES DE FACTO- A política de alianças ceifa outros rumos, com a confidência de uma moção socialista para a cooperação preferencial do PS com o PCP. Esta frente de esquerda, já tinha sido indiciada aquando do entendimento entre os socialistas e os comunistas, nas intentonas da regionalização e das liberalizações do aborto e consumo de drogas. Assim, o centro de gravidade político tende a recolocar a esquerda no campo da esquerda, correspondendo aos sentimentos espontâneos dos seus eleitores genuínos. Os cidadãos, poderão então reabilitar a autêntica discussão de alternativas, ao nível das grandes políticas, do património doutrinário e dos diferentes conceitos de Estado-Útil ou de Estado-Providência. Por outro lado, a AD reforça-se como a alternativa nacional do centro e centro direita, à etiqueta de esquerda. Sem equívocos nem complexos, os portugueses vão poder reconhecer-se num dos espaços políticos propostos, esgotando-se a fórmula do "engavetamento", da conquista do poder em espaços virtuais e a qualquer preço.

 

AUTO- RETRATO (PARTE II) **

"Bairrismo"
Aveirenses: nascidos ou que vivem Aveiro Sempre em Primeiro.

"Monumentos que identificam a cidade"
Aveirenses: Torre do Canal das Pirâmides.

"Instituições mais importantes"
Aveirenses: SC Beira-Mar.

"Pessoas Símbolo"
Aveirenses: José Estêvão ou Mário Duarte.

(**) Fado para o Século XXI.

 

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BOLETIM METEREOLÓGICO- Aveiro também tem chuva ou sol, ventos com predomínio do quadrante norte e está nas imagens de satélite. Mas não parece. É que, ordinariamente, a comunicação nacional não lhe concede a previsão do tempo e a nível do nosso povoado ainda simplesmente se usa o método das temperaturas. Sendo a Região dotada de Universidade, Porto Comercial Nacional e importantes aeroportos militares, o que faltará para o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica fazer chegar o tempo de Aveiro? E já agora, sendo a Universidade excelente em termos de Ciências do Ambiente, não será possível disponibilizar, de modo precursor, a informação da qualidade do ar, medindo na zona os indicadores de poluição atmosférica e aero-alergéneos (níveis de ozono, dióxido de azoto, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, fumos negros e contagem de pólens). Este serviço de informações tem-se demonstrado muito útil para os doentes crónicos, nos países onde é feito, pois os poluentes são importantes factores de agravamento das doença alérgicas e pulmonares. A sua divulgação pode ser feita diariamente, através da comunicação social, ou através de "monumentos ao ar ambiente, interactivos" e entendidos por qualquer cidadão em plena rua.

BRISA LIGEIRA- As Auto-Estradas de Portugal vão investir 320 milhões de contos até ao ano 2004, na ampliação da sua rede de auto-estradas. O troço Porto - Sta. Maria da Feira - Aveiro é, certamente um dos troços nacionais com maior tráfego, e aquele que mais concorre em fundos para o activo da Brisa. Este troço aveirense merece assim ser considerado com o alargamento para três vias. Tanto mais, que em outros troços já se apostou com tripla, e a Expo-98 entretanto esvaziou-se.

 

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MacANTÓNIO- Trabalhos científicos internacionais publicados recentemente, demonstraram que um copo de vinho tinto à refeição, constitui factor protector para doenças cardíacas e cerebro-vasculares. Nada que já não se soubesse, pela sabedoria secular de um povo. Afinal, a tradicional culinária da "roda dos alimentos portuguesa" sempre foi um modelo de equilíbrio, sem o consumo exagerado de carnes e gorduras, com a presença de vegetais, frutas, peixes, azeite, banha e... o tintol à refeição. Contudo, cada vez mais o nosso cidadão revela apetite pela importação de outros padrões alimentares. Não faça isso. Dê uma escapadela no fim da jorna, mas à tasca mais próxima, e faça a "happy hour", com um copito de tinto e uma merenda de sandes com espetadas de mexilhão. Esta é a oportunidade para se anunciar o "merchandising" das Casas de Pasto e de criar um Programa de Recuperação Nacional das Tascas, que poderá começar em Aveiro, na nossa Beira-Mar.

 

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ALLEGRO MA NON TINNO - Inquérito, sindicância e auditorias à JAE. A grande resolução de fundo, foi o nome "JAE" ir dar lugar ao "IEP" ( Instituto da Estradas de Portugal) e ao "ICERR" (Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária). Por outro lado, o melhoramento das cotas de mulheres, ocorreu pelo acréscimo de lugares disponíveis em órgãos nacionais. Já agora, o conserto do "SNS" (Serviço Nacional de Saúde) poderá ser o "SND" (Serviço Nacional de Doenças). A definição de "TRMLE" (Trabalhador com Rendimento Mínimo em Lista de Espera) deverá acabar com o Desemprego. O conceito de cidadão como "GIE" (Grande Investidor do Estado) será por certo a grande Reforma Fiscal. CONTINUA (com outro convidado especial, sob fundo musical "La Bohéme").

NÃO NOS COZAM O LEITÃO- Célebre rei da gastronomia, o prato do leitão assado à Bairrada está a ser promovido por uma das Regiões de Turismo das Beiras, em terras do seu rival castelhano, o cochinillo de Segóvia. Depois, em visita de retribuição, os espanhóis vão-se deslocar a... Coimbra. Ser-se suíno e certificado como verdadeiro Leitão da Bairrada, é ser descendente da raça nortenha Bísara e nascer na região da Bairrada, nos municípios da Bairrada/Vouga representados pelos concelhos aveirenses de Anadia, Oliveira do Bairro, Mealhada ou Águeda. Cochinillos existem por toda a Espanha, mas genuíno só em Segóvia. Os espanhóis vão a Coimbra (?!) para conhecer o nosso leitão e talvez à auto-estrada A1 para conhecerem os ovos moles.

 

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ACONTECE- Estacionar o carro em parques periféricos. Recorrer a "mini-bus" para o Centro. Autocarros modernos, com estações dotadas de ecrã. Gestão de tráfego e dos horários. "Water-bus" pelos novos canais da Ria, com retorno pelo Lago da Fonte Nova. Sentar no selim duma bicicleta e percorrer as pistas de ciclistas. Tudo isto, fará da mania de se parar em 2ª linha na Avenida, um conto para os netos.

YELLOW CAB- Os táxis da Avenida e da Estação em Aveiro, associaram-se numa Central Rádio Táxi, a operar durante 24 horas. Uma boa inovação para o Grande Aveiro, faltando agora que o "CA" (Carro de Aluguer) passe também a "amarelinho", ao minuto e com embarque à ordem de um sinal com a mão.

RUMO NORTE- A Câmara de Comércio e Indústria do Eixo Atlântico, que integra as regiões de Portugal e Norte da Galiza, afirmou que a futura linha do TGV (comboios de alta velocidade) não deve partir de Lisboa, mas começar em Aveiro, como ligação prioritária com o Centro da Europa, em detrimento de outras soluções de tipo mediterrânicas. Aqui vai mais uma, a favor da verdade geográfica e humana de Aveiro.

 

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EUROPA DOS PEQUENITOS- A Europa escritura-se socialista em mais de 2/3 dos países. A UE vigente, imprime regulamentos e burocracia e transmite deficit de funcionamento democrático e insegurança. O debate das eleições europeias já não tem razão de ser nos temas do passado, mas sim no confronto entre o que deve ser a Europa do futuro. Uma UE capaz ou não de reformar as instituições e de preservar ou não as nações. Transformações a que Aveiro se vai associar, com a sede política e de encerramento da presidência portuguesa do próximo ano, no Europarque.

VOAR SOBRE UM NINHO DE CORVOS- A construção de um segundo aeroporto alternativo ao de Lisboa, na Ota ou em Rio Frio, não é uma questão das Beiras, pelo menos no que a Aveiro diz direito. O aeroporto da Portela revela-se ainda suficiente amanhã, e até para os responsáveis do brasão municipal lisboeta, a localização no centro do burgo não é problema. O desenvolvimento de Aveiro, cimenta-se em infraestruturas, como as do transporte aéreo. A Região é servida e apoiada pelo aeroporto internacional do Porto, que está para nós, como Heathrow está para Londres (até 60 minutos de distância, dependente da hora e da condição de tráfego). O nosso lucro vai pelo investimento no "FSC" (aeroporto de Francisco Sá Carneiro) 'versus' o de Lisboa, ou outro alternativo.

 

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TALÁBRIGA- O anúncio da construção do IC1 em Aveiro até Vagos, é uma afável nova. Com o IP5 e a prometida IC1, fica tracejado parte de um forte anel rodoviário, a reunir Aveiro, Ílhavo, Vagos, Oliveira do Bairro, Águeda, Albergaria e Estarreja. Mas agora há que definir uma política interurbana de "todos por um", com vias tipo circular interna, infraestruturas de interface e transportes públicos comuns, incluindo o metro de superfície por aproveitamento da linha do Vale do Vouga. A diluição das fronteiras por uma urbanidade contínua, fundará de imediato uma nova centralidade aveirense, com mais habitantes, maior dimensão e melhor posição nacional, gerando um crescendo irreversível. A vontade dos políticos e das populações para novos ciclos e conceitos tem o seu tempo, a competitividade a "tal obriga".

TOMADA DA EXPO- A Câmara e a Universidade de Aveiro compraram espólio no Pavilhão dos Mares da Expo98, em regime PCUT (Poucos Custos para o Utilizador), de que é exemplo a "Nave", construída nos estaleiros de São Jacinto. Está assim espiado um pequeno trecho da campanha "Expo, património de todos os portugueses". Mas para completar esta ária, Aveiro deve, recorrendo a todos os meios, jurar pelo destino da Fragata "D.Fernando II e Glória" para o espaço da Lota, como um núcleo do Museu da Marinha. BAIXA-MAR...

UM DISTRITO, DOIS SISTEMAS— Os municípios do Norte do Distrito (subregião de entre Douro e Vouga), dependentes da CCR Norte, têm avançado com projectos integrados, designadamente em matérias de transportes e ambiente. Mas, por defeito, esta interdependência territorial não abarca os seus companheiros do Baixo Vouga, dependentes da CCR Centro. Como o homem consegue separar, o que a casta do Vouga e da Ria de Aveiro uniu. Um tirocínio implacável, provavelmente tendo como base, o conceito da Região Especial de Macau na China "um país, dois sistemas".

TOLERÂNCIA MIL— O caso JAE e Universidade Moderna, as demissões nos serviços secretos portugueses e de quem os fiscaliza, as baixas do director e das chefias da PJ, a divulgação pública de documentos secretos, a ausência da comunicação ao país dos critérios de envio das tropas portuguesas para o Kosovo são o quotidiano da nossa República. Quais as deliberações das cachimónias regentes? Serenas, açucaradas e com escapadinhas para fora, até porque o tempo a tudo dá remédio, e não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe. Um anjo na terra (ou mais).

 

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AVEIRO-OPEN — O único shopping ao ar-livre, com jardins suspensos e que ilustra monumentalmente o nosso Canal Central, foi distinguido num concurso internacional. Ao contrário da moda é a céu aberto, o que lhe confere o espírito de "5ª Avenida". O admirar estimulante da aragem do dia e da noite, do sol e da chuva, do fresco e do estival. Sem as fobias dos espaços enclausurados, do chiste das barracas de couratos e dos quintais fora das verduras, cimentados em múltiplos anexos e cobertas.

FEIRA POPULAR DE AVEIRO— A Feira de Março existe com vaidade, "since 1434". Ao cabo de 565 anos vem aí um novo Parque de Feiras e Exposição. A merecer uma estrutura permanente de feirantes e bancas adequadas (complementando a Feira dos 28) e um Parque de Diversões, a funcionarem todo o ano. Com um comboio fantasma, uma casa dos horrores, uma montanha russa e um parque temático de tradições, incluindo o ruralismo bairradino. A cidade de Aveiro ocupa um lugar cimeiro na área de comércios, de serviços e no maior poder de compra. Talvez a única praça, que pode ser competente no superar, em prazo inferior a uma geração, do atraso estrutural que ainda separa Portugal da Europa.

 

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FESTA BRAVA— O relativismo moral e oportunista de um certo "ecologismo radical e tecnocrático", tentou passar uma visão cínica de que na tradição secular dos touros em algumas Festas Alentejanas, estaria em causa o respeito e o bem-querer pelos animais ou o desafio à autoridade do estado. Mas para este extremismo, o actual "Estado" contribuiu "q.b.". Nem tudo é de amodernar, e na evolução da cidadania existe também um dever de continuidade, em que os povos devem ser respeitados na sua diferença, através de clausulas na lei de salvaguarda dessas especificidades. Mas, a maioria governativa foi "absolutamente inequívoca", e entre a coragem política, preferiu optar pela "aficion" do "marketing-políticamente correcto". Em paralelo aos passeios pelas arenas, com os cartéis www.IC1/IP5.pt (e outras bandarilhas virtuais), "desviou-se para as ganadarias", leia-se fez-se "descer à comissão" uma lei apresentada no Parlamento, mas não votada e que reconhecia a galhardia do direito à diferença. Por sua vez, também "saiu pelos curros" que Portugal é o pior e último dos quinze da União Europeia, no toureio do desenvolvimento humano (28º lugar da tertúlia), com os piores rendimentos e poder de compra. Valha-nos ouvir "o Zé ", que diz ao maestro já estar habituado à lide com "comissões à portuguesa".

 

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COMO GOVERNAR— O organigrama vigente do Governo da Nação está longe de ser razoável, exibindo uma tendência de confecção à medida do cliente, e quanto mais dilata, menos serve e maior é a despesa. Um novo modelo de Governação foi recentemente proposto, com dez ministérios e pouco mais de 20 secretarias de estado, cerca de metade do actual executivo. Apresenta 4 ministérios clássicos, das funções de soberania, que são a Defesa, Administração Interna, Justiça e Negócios Estrangeiros. Acrescenta a estes, os Ministérios das Finanças, Economia, de Recursos Humanos, de Recursos Naturais, de Desenvolvimento e dos Assuntos Sociais. Uma reforma já testada noutros países, com critérios de racionalidade e de eficácia, que deve fazer sentido, ao fim de tanta governaria.

 

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MÍSSEIS "PATRIOT"— Aveiro, cidade aquática. Além, a montanha olha para a ria e para o mar. E tempos aquém, os aveirenses olharam nos céus para o atravessar de milhares de "scudes" (vulgo escudos), rumo ao Sul. Foi a "Operação Expo98" em Lisboa, orgulho de todos os portugueses. Agora, novos "scudes" irrompem pelo firmamento da Ria, tendo como rumo o Norte, na denominada "Operação Porto, Capital Europeia da Cultura". Entretanto, mais "scudes" estão nas rampas de lançamento, agora de novo com o azimute projectado para o Sul. A Junta Metropolitana de Lisboa quer ser candidata aos Jogos Olímpicos de 2008, num orgulho de todos os portugueses. O que não admira, pois, desde já, o Governo anunciou despesas de mais de 32 milhões de contos na região de Lisboa e Vale do Tejo, em infra-estruturas desportivas, do tipo "património de todos os portugueses", o que são escassos 25% do Programa Nacional de Desenvolvimento de Equipamentos. Para quando uma "Operação Ria Storm", apoiado numa bateria anti-mísseis "scudes" (ou na sua versão mais evoluída, os "Euros") do tipo "Patriot"? Por uma Pátria equilibrada.

 

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MÍSSEIS "AVEIRO"— Com o desfecho da legislatura, vem aí novo acto eleitoral. Mas Aveiro, já ganhou. Acima de qualquer opção partidária legítima, as listas de candidatos às legislativas, nas que se sabe, já têm como líderes, destacadas figuras nacionais e aveirenses, reconhecidamente com notoriedade. A "mãe de todas as batalhas" será pois o de se aproveitar esta condição única, para que ocorra a fidelização geral pela causa de posicionar Aveiro como a 3ª via, para além das fórmulas "Lisboa e Porto". Um esforço comum para desempenhar Aveiro como o maior potencial de desenvolvimento, designadamente através de um ciclo de obras de contexto nacional. Tais como, as acessibilidades, no que diz respeito ao IP5, ao IC1, ao Eixo estruturante, ao alargamento no número de vias da A1, num conceito de urbanidade contínua, geradora de um crescendo irreversível. Tais como grandes equipamentos para acontecimentos nacionais e internacionais, que reafirme Aveiro como cidade de congressos, cidade desportiva olímpica e centro de negócios. Tais como grandes equipamentos na área da saúde, como um Hospital geral, central e polivalente. E como desencadear verdadeiramente a "sebastianina" descentralização, fazendo de Aveiro sede de serviços qualificados e centro de uma outra concepção, do tipo "CCR do Vouga".

 

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AVEIRO, 113— O Sistema Nacional de Emergência consente uma resposta assimétrica no território nacional, com uma lastimável diferença de meios enviados para um acidente, de acordo com o local onde este sucede. De facto, as zonas das redes de Lisboa, Porto e Coimbra, são áreas "medicalizadas", isto é, em que se a gravidade do pedido justificar, os meios de socorro a enviar serão Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação, tripuladas por um médico e enfermeiro. Azaradamente, Aveiro é uma área "não medicalizada", não beneficiando pois, deste tipo de meio de socorro. Por sua vez, nos Meios de Salvamento Marítimo, Aveiro, uma região superiormente aquática, possui nadadores salvadores, veículos todo-o-terreno com novos equipamentos de vigilância das praias, lanchas do "ISN", mas não tem um corpo de mergulhadores de salvamento de náufragos. Ainda nas últimas tragédias ocorridas na nossa região, o socorro veio de cerca de 60 km a sul, através de mergulhadores dos Bombeiros Sapadores duma cidade do interior. Aveiro, pela sua importância, tem de ser distinguido com um verdadeiro "112".

 

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TIOZINHOS EM AVEIRO— Algumas das listas candidatas às legislativas pelo círculo eleitoral de Aveiro, acharam para seus "números um", personalidades que irão experimentar estrear-se na causa aveirense. A um deles, os aveirenses, por uma questão de urbanidade, não deverão pedinchar mais nada, uma vez que o mesmo já lhes afiançou toda a obra e todo o equipamento. Talvez tenha falhado o não prometimento duma "Arca de Noé", não vá por aí vir o "dilúvio" do milénio. No entanto, este barco deverá ser construído nos estaleiros tradicionais da Ria e ter uma lotação mínima para toda a Região da Ria e do Vouga. É que não são apenas os municípios do Norte do Distrito, da sub-região de "Entre Douro e Vouga" que formam um "...verdadeiro sistema urbano numa cidade do sec XXI...". Ao outro candidato, caracterizado pelo tamanho da sua genialidade, afigurando-se como um abalo sério ao meio intelectual local, devem os aveirenses ambicionar que a nossa "província" esteja à altura desta grandeza. Sendo Aveiro reputado ao nível da formação técnico-profissional, uma prova de agradecimento decorrente, será o de tributar com um curso de "guarda-portão". Tal facto conferirá ao aderente, habilitação suficiente ao primeiro emprego na sociedade civil, havendo já conhecidos grupos económicos empenhados neste tipo de saída profissional. Com esta lição em Aveiro, pode ser que, em vez de se dar "uma no cravo, outra na ferradura", se considere finalmente importante planear grandes reformas, como a de um novo sistema eleitoral. Um sistema de modo a individualizar a responsabilidade política entre os eleitos e os eleitores e impedir a "democracia de directórios partidários".

 

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UM PAÍS EM BANDA DESENHADA— Tempos idos, deputados da nação usaram o "esquema" de requisitar viagens pela "AR" (Assembleia da República) e desviaram parte destas verbas (de dinheiros públicos) para uma conta-corrente de uso pessoal. Trata-se do célebre "Caso das Viagens-fantasma pelos deputados–Batman". A auditoria subsequente, revelou que parte da documentação da AR sobre as viagens, foi declarada perdida ("Onde está Wally?") por ter sido destruída por engano, talvez pelo "Spiderman". Após mais de 10 anos de prescrições e arquivamentos, restam hoje 14 "Flash Gordon", em fase de segredo de justiça. Surge agora a proposta do espécime "Ghostbusters", de mais um inquérito parlamentar, para enfim se investigarem as "Viagens- fantasma". No género "X-Files", em que 6 comissões e 19 anos depois, os "Tintim" da Comissão de Inquérito ao Crime de Camarate votaram, após apurada "negociação política", pela tese de que despenhamento de aeronave por engenho explosivo, quer dizer "presunção de atentado". Afinal, aquele "Clark Kent" que se recusar a um sistema de privilégios de casta, submetendo-se à lei como qualquer cidadão e que pugnar pela não obstrução da investigação e da justiça, respeitando a independência efectiva das magistraturas, é bem capaz de ser o "Superman". Não em Krypton, mas num país onde até o eclipse solar apenas foi visível em 75% da sombra, isto é, Portugal.

 

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CHEFE AVEIRO— Através dos séculos, continentes diferentes desenvolveram estilos gastronómicos baseados nos seus recursos naturais, com a difusão através do mundo de restaurantes seus representativos, como são os casos da cozinha italiana ou francesa. Mas Aveiro é também cada vez mais concorrente a continente famoso da gastronomia. Temos seis confrarias enófilo-gastronómicas. A precursora e fenomenal Confraria de São Gonçalo, a Confraria do Bacalhau de Ílhavo, a de S.Paio (peixe e marisco da ria), a Académica de Aveiro, a do Leitão à Bairrada e a dos Enófilos da Bairrada. Ainda recentemente aconteceu a primeira grande medida por uma nova descentralização, com o evento gastronómico do "Convivium Ria Vouga". Uma sublime opção, por um estilo de vida sem "fast-food", e que conseguiu o que outros não fizeram nem a passo de caracol, agrupando (pelas tradições culinárias), toda a grande região de Aveiro e do Vale do Vouga numa só "CCR" (Cozinhar, Comer e Repetir). Junte-se a tudo isto a inauguração da Rota do Vinho da Bairrada e a Feira de Gastronomia Regional de Aveiro, para se concluir que a preservação da cozinha e vinhos aveirenses, marcam imagem destacada no Planeta. Assim saibam os nossos Restaurantes servir e beber com orgulho esta nossa cultura.

 

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"TIMOR-LESTE"-

 

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TIMOR LORO SAE.

 

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"O QUÊ?
O Teste que lhe propomos irá avaliar do seu lavor geral. Verdadeiro ou Falso?

1. As obras de alargamento da A1 nos troços aveirenses, iniciaram-se no anunciado mês de Julho, prevendo-se que já na próxima semana sejam inaugurados os primeiros 2,69 cm. Verd ð Falso ð

2. Após a mudança do monumento de Egas Moniz do Parque para os jardins do Hospital, a generosa colaboração da Região de Saúde do Centro, garantiu que o Hospital de Aveiro vai progredir para Hospital Central e ficando também Aveiro com o cognome de "Capital da Saúde". Verd ð Falso ð

3. As marés devem-se à atracção da Lua. Verd ð Falso ð

4. A principal prioridade para o desenvolvimento do tipo de cargas e navios a servir pelo Porto Nacional de Aveiro, é a construção da Marina da Barra, investimento orçado entre 40-50 milhões de contos e que estará pronta daqui três anos. Verd ð Falso ð

5. Foi anunciado que o IC1 entre Vagos e Maceda terá uma portagem virtual (sistema SCUT), decorrendo negociações para que na realidade, a estrada também não seja virtual. Verd ð Falso ð

6. O interesse estratégico e económico da Duplicação do IP5, constituiu prioridade nacional, em relação à ligação a Madrid por auto-estrada, via Alentejo. Verd ð Falso ð

7. Foi confirmada a candidatura de Aveiro a uma Estação intermédia do TGV, não se tendo porém confirmada a candidatura da base de S. Jacinto como Estação intermédia do "Space Shuttlle" da NASA. Verd ð Falso ð

8. Como o bem comum é um valor superior a qualquer destino pessoal, um responsável governativo esteve no distrito mais vezes nos últimos quatro anos, do que no último mês. Verd ð Falso ð

9. A divisão do Distrito de Aveiro por duas sub-regiões de duas CCR (Centro e Norte) foi obra de governações anteriores, mas sofreu correcção significativa na última legislatura. Verd ð Falso ð

10. O Hospital de S. Sebastião da Feira funciona desde Janeiro, mas foi inaugurado às 15 h do dia de 31 de Agosto de 1999. Verd ð Falso ð

SOLUÇÕES- Até 10 Respostas Certas: Cada vez que trava um novo conhecimento, acredita imediatamente que acertou. Um pouco mais de prudência não lhe ficaria mal. Dez Respostas Certas: Exame favorável, está capaz de decidir, conforme soube "dar a volta" a esta página. Como bónus, pode recortar o próximo quadro e jogar um novo passatempo.

 

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Facto

$

Estadio Actual

Evolução *

Alargamento da A1

Milhões de contos a definir

Em Projecto

Hospital Central de Aveiro

20 milhões de contos

Sem Bases Gerais

Marina da Barra

40-50 milhões de contos

Bases Gerais aprovadas

Duplicação do IP5, Conclusão do IC1

170 milhões de contos

Concepções decididas nos próximos meses

Eixos estruturantes e malhas Intermunicipais

Milhões de contos a definir

Bases Gerais em aprovação

Ramal Ferroviário do Porto de Aveiro e Metro de Superfície

Milhões de contos a definir

Bases Gerais em aprovação

Afirmação Estratégica de Aveiro em relação à CCR Norte e Centro

Sem Preço

Unanimidade por pacto de regime

*Preencha þ ou ý , conforme concretização, ou não, na próxima legislatura.
Nota: "Dificuldades burocráticas" e/ou "espera de visto do Tribunal Contas" não contabilizam como "Sim".

 

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COMPANHIA NACIONAL DO BALLET— No nosso país, a época de Eleições é também temporada de "Quando o telefona toca..." com "Ballet", numa arte cada vez mais portuguesa. Logo no início da Campanha, tenta-se a todo o custo (o preço por minuto em vigor dos impulsos telefónicos regionais, sem IVA) efectuar chamadas, via operador, e utilizando todos os serviços disponíveis, como "Conferência a Três", ou "desactivação da função Barramento de Chamadas", no sentido de se conquistarem celebridades versáteis para a Companhia. O director artístico, apoiado por coreógrafos locais, acorda então com os protagonistas, linguagens e orientações estéticas diversificadas. As opções vão entre o Ballet clássico "O partido é que mudou..." até estilos de dança do tipo "Repasto à mesa com..." ou o "passe-double" (Recepção a dois e apoiar um só...). Surge depois a obrigatória divulgação junto do público, seja ao vivo, no melhor estilo "Madame Butterfly", seja através de esmerado cartaz na comunicação social. Posteriormente, levanta-se o "cachet", que nas recentes Eleições Legislativas foi da quantia de Três milhões, trezentos e cinco mil, novecentos e trinta e nove, o valor por extenso, do cheque da Abstenção emitido pelos cidadãos não votantes. Um contributo generoso para a credibilização dos agentes políticos, que em vez de mudarem de ideias conforme mudam as forças, talvez façam no futuro, o obséquio de serem um exemplo de fidelidade às convicções.

 

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AVEIRO (/) 2004— Quase duzentos anos depois da abertura da Barra (/), a vitória de Portugal na organização do Europeu de Futebol do ano 2004, concede um facto novel a Aveiro. A reclamação em esforço comum, pelo cumprimento de Aveiro como o maior potencial de desenvolvimento da nação, para além das fórmulas "Lisboa e Porto", ou para além de postiços meridionais a mondego, começa a dar os seus proventos. A um estado de resignação corrente, não só por culpa alheia, mas também com alguma culpa própria, sucede-se agora uma nova atitude colectiva, de auto-confiança no merecimento justo e no orgulho de ser-se aveirense. Com o novo Estádio, que poderá ser o único em Portugal apto para o futuro, do tipo "Gelredome do Vitesse", cada família aveirense viverá "em primeiro" a sua casa "Amarela" e não outras casas, como a "vermelha, azul, verde ou aos quadradinhos". Por outro lado, as exigências organizativas para um Europeu de Futebol, casadas com a fidelização geral por Aveiro, testemunhada e apalavrada por todos na campanha eleitoral, levará ao acelerar, para um período de quatro anos, de um extraordinário progresso para Aveiro. Estarão pois, criadas condições para a concretização, agora com prazo até 2004, de um ciclo de obras de contexto nacional, como sejam as Acessibilidades, os Transportes, as Estruturas de Apoio ao Turismo e definitivamente um Novo Hospital. Um Hospital Novo, com o estatuto obrigatório de Central e não o "abarracamento" do actual, porque quem nos desse "barraca", já Aveiro teve o bastante.

 

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REGRESSO AO FUTURO (Parte I)- Temos um novo Governo e muita Governaria. A educação, que foi prioridade na última legislatura, deixou de o ser. No entanto, os níveis de escolaridade nacional situam-se apenas nos 7% de licenciados e 20% com o ensino secundário, com uma taxa de abandono da universidade de 51%. Criar uma "inteligência portuguesa" e profissionais com as melhores qualificações, tem de continuar a ser um factor estratégico e de primado nacional. Unicamente o desenvolvimento social e económico originado pelo aproveitamento do nosso melhor recurso natural, o "Homo Sapiens Lusitanus", poderá impedir o crescente desemprego entre licenciados e debelar em definitivo um ciclo vicioso negativo de ineficácia nacional.

REGRESSO AO FUTURO (Parte II) — Um quadro superior da segurança pessoal de um Presidente da República não domiciliado em Bogotá, foi detido pela posse de droga e suspeito de pertencer a uma organização internacional de tráfico de droga. Este guarda-costas, como o acompanhava nas viagens, não era sujeito a qualquer controlo policial (nem auto-controlo). Infelizmente um episódio que ocorreu em território europeu, mas característico de certos países sul-americanos desacreditados pela presença ostensiva do narcotráfico em Instituições do Estado.

REGRESSO AO FUTURO (Parte III) — Portugal, tempos atrás, recusou soberanamente a aventura de uma regionalização, segundo o modelo referendado. Ouve-se que vem por aí um novo funcionamento regional, com a nomeação política de cinco altos-comissários regionais, um por cada CCR. Somos um país de "Comissões". Comissões debaixo da mesa (21º lugar do ranking mundano), comissões acima da mesa (parlamentares). Agora também somos um país de "Comissários". Para Aveiro, a seguir a uma "CCR non grata", vem agora uma "Persona non grata", no continuar da lógica do Estado Central, visando a subalternização e a desagregação do Distrito. A merecer uma resposta aveirense responsável mas firme, pela promoção do municipalismo e das associações de municípios, pelo fim político da CCR do Centro e pela concretização em tempo útil da Área Metropolitana de Aveiro.

 

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SAUDAÇÕES— Existem circunstâncias únicas de financiamento para um Hospital Novo de raiz em Aveiro, complementando estruturalmente a nossa região, na sua principal carência, a Saúde. Hospital que terá de ter o estatuto obrigatório de geral, central e polivalente, com quase todas as especialidades médico-cirúrgicas e com alargamento do quadro de pessoal existente. Um Hospital com acesso às actividades de investigação, que o promovam também a Instituição Escolar de apoio à estratégia da Universidade de Aveiro para os Cursos de Saúde. Um Hospital que implemente na sua estrutura os avanços técnico-científicos ocorridos nos últimos 25 anos da História da Medicina, designadamente com a sua subdivisão em unidades funcionais do tipo Materno-infantil, de Dia e Ambulatório, dos blocos de Medicina e Cirurgia e dos Exames Complementares. Este optimismo pelas condições únicas de financiamento refere-se às exigências organizativas para o Europeu de Futebol, mas também à hipótese de financiamento pelos 3.814 milhões de contos dos fundos de coesão comunitário (QCA II), dos quais mil milhões serão atribuídos para a "Região Centro". Mas também se menciona a Universidade de Aveiro que sempre se mostrou disponível para parcerias de apoio nesta área. Em última hipótese, cita-se a nova lei-quadro das atribuições e competências das autarquias locais e que permite extrair de ministérios como os da Saúde, Educação ou Ambiente, áreas para novas competências autárquicas, e consequente maior transferência do Orçamento de Estado. Mais ainda? A prioridade da legislatura governativa que agora iniciou funções é... a Saúde!... Cheers!

 

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OS "FOSTERS"— Os SMA inauguraram as novas linhas de Circulação Interna. Mas os quatro mini-autocarros andam "extraviados", numa rotação de linhas "azul e verde", entre a imperfeição de paragens incógnitas. Situação diferente por exemplo das bocas de entrada do metro de Bilbau, que levam o inconfundível selo do seu autor, o arquitecto Norman Foster, modelarmente integradas na nova imagem urbana conferida pelo Museu de Guggenheim. Mas os "Foster" aveirenses são de outro tipo. São menos "arquitectos" e mais "desenhadores". São burocratas e "complicados". Podem fazer o mais difícil, mas esquecem-se do bem concluir. Preferem postes modestos à oportunidade de criarem paragens de mini-bus únicas e do tipo "ex-libris". Têm "complexos" de assumir as especificidades aveirenses, que os faz não designar uma das linhas como "linha amarela". Não se entendem e, por isso, deixam degradar a nova Pista de Atletismo de Aveiro, com um relvado em caixas de ferro plantado. Logo, difere-se no tempo a edificação de bancadas e balneários, que consolidaria este recinto desportivo como dos melhores do país. Impulsionam o utente a BUGIAR (Bicicletas de Utilização Gratuita Invisível de Aveiro, em constante Revisão), por corredores pouco ortodoxos de cimento cru, sem os calcetar com os universais mosaicos cor-de-tijolo, seja nas pistas específicas, ou fora delas, num contínuo pelas ruas da cidade. "Depressa e bem, há pouco quem" é a assinatura original dos "Fosters" aveirenses.

 

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ONDE FICA "ALBANIA"?— Excelentes Centros Comerciais existem agora em Aveiro. Nesta viragem do milénio, Aveiro vê-se decretado por merecimento próprio, como centro logístico de serviços qualificados. Condições de atracção e fixação que reforçam estrategicamente Aveiro como a "Grande Maçã" regional. Com esta realidade terrena, nem a homilia por novas recomposições territoriais diocesanas salvarão, em boa fé, a "albania" fronteiriça a Aveiro. Afinal quem se lembra que Albany é a capital política do Estado de Nova Iorque?

 

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PRINCÍPIOS DE PETER— Tempos atrás, aconteceram no Hospital de Aveiro, a inauguração de um TAC (com uma década de atraso) e uma justa homenagem ao singular aveirense, Dr. Egas Moniz (com a transferência de um antigo monumento, dos jardins do Parque Municipal para os jardins do Hospital). Ultimamente, ocorreram as inaugurações da nova capela, de uma básica ambulância do INEM, de um painel cerâmico e outra justa homenagem ao Dr. Egas Moniz (junto ao antigo monumento, transferido dos jardins do Parque Municipal para os jardins do Hospital). Mas hoje, só por lapso, ainda não aconteceram as inaugurações de uma Viatura Médica de Emergência, de outro painel cerâmico e a terceira homenagem ao Dr. Egas Moniz (junto ao antigo monumento, transferido dos jardins do Parque Municipal para os jardins do Hospital), agora, finalmente, associado à novidade do investimento num Novo Hospital Infante D. Pedro. É que o cidadão aveirense, aquele que primeiro rende "per capita" no país, tem orgulho na sua "área de residência", a que corresponde uma região " quase completa" e que desempenha o terceiro lugar nos indicadores de desenvolvimento nacionais. Mas em termos de "saúde", a sua "área de residência" sujeita-o à humildação da "transferência por falta de meios, do seu Hospital, para Outro". Isto, apesar de Aveiro servir com os seus impostos, o aforro de "Governo e Presidentes" (ou seus mandatários), e contribuir generosamente para a sobrevivência de outros hospitais fora-de-portas, em "vizinhanças meridionais". Por isso, as anunciadas obras de melhoramento do Hospital actual, como a ampliação das Urgências e a Unidade de Cuidados Intensivos (com uma década de atraso), não podem servir de exclusão, a curto prazo, da construção de um Novo Hospital e da sua classificação como Central. O "Princípio de Peter", com o culto da mediania por mentalidades limitadas de "sub-região", que se permitem, entre si, não progredir para maiores exigências, é uma acção apadrinhadora de "lobbies" contrários (meridionais) e de dolo aos interesses aveirenses.

 

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LEIS DE MURPHY— Foi convenientemente apresentado, o projecto lei da criação da Área Metropolitana de Aveiro (A.M.A.) e do retorno de serviços, que Aveiro perdeu para "vizinhanças meridionais". Aveiro tem elevado potencial para um ordenamento de grande metrópole, com a diluição das fronteiras entre as cidades e vilas aveirenses, por uma urbanidade contínua geradora de um crescendo irreversível. A definição desta política interurbana de "todos por um", fundará no imediato (com poucos custos, equivalentes à "publicity" institucional) uma nova centralidade aveirense, com mais habitantes, maior dimensão e a terceira área nacional, a seguir a Lisboa e Porto. Fala-se que foi "ideia rosa" e agora "promessa laranja a fingir", mas tais motivos não podem servir de álibi para "um tiro no próprio pé". Por interesses (?) do momento, até se tem chegado ao cúmulo de amplificar, com ruído, as estruturas alternativas das associações de município, não como complementares de uma futura área AMA, mas como incompatíveis com esta. Mas presta-se um mau serviço a Aveiro em relação a esta questão, se não se aplicarem as "leis de Murphy", isto é, as regras do bom senso, a que uma geração inovadora em lugares-chave tem o dever de não decepcionar. A AMA, de facto, não pode ser encarada como uma jogada política e não é superficial ou quimérica. Mesmo que o conceito de "área metropolitana" necessite de revisão de substância, então que se faça essa revisão a partir de três zonas, e não apenas com as duas já existentes no país, com o testemunho e contributo que será então reconhecido, por mérito, a Aveiro. Por isso, o acréscimo deste novo elemento aos existentes, dará notoriedade, força institucional e vantagem competitiva a Aveiro, preparando a nossa Região para os grandes desafios que se profetizam. (Exercício prático exemplificativo: retorno de "Região de Saúde de Aveiro", consequente renovação de mentalidades e construção óbvia do "Hospital de dimensão Metropolitana" que é devido a Aveiro).

 

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INTRAMAR — Nos anos "oitocentos", com a reabertura da barra e a edificação da urbe na "Beira-Mar", adquiriu-se, entre Canais e Cais, a singularidade de Aveiro. Pelos anos "novecentos", as nossas linhas de água conferiam um carácter próprio, que fazia a muitos qualificar Veneza como a "Aveiro italiana". Entretanto, a progressão dos canais, ficou-se pelos hoje existentes, do Canal das Pirâmides e de S. Roque ao canal do Cojo (agora com o Lago). Importa pois, que para além do restauro ou arranjo das margens, os anos "dois mil" nos proporcionem a extensão dos canais urbanos, desde os "cagaréus" até aos "ceboleiros", ou mesmo aos "bicudos", no continuar desta obra secular. Para além de percursos pedonais, de bicicletas ou corredores verdes, a construção de novos canais urbanos da ria, deverá ser regra na realização da cidade e na promoção da identidade de Aveiro.

SINAL VERMELHO —Tem-se assistido a uma escalada por "m2" de Semáforos na "Avenida", quase dispensando as tradicionais iluminações da quadra. Mas tal circunstância foi minorada, com a entrada em funcionamento de um sistema de gestão "desintegrada", que permite a alternância sequencial das cores dos semáforos, para quem circula. Deste modo, o utente tem a certeza que, a seguir à abertura do "verde", no semáforo seguinte estará "vermelho". Será, por certo, o Programa "Aveiro-Cidade Digital" a demonstrar a influência da Sociedade de Informação na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e o exemplo prático, da aplicação prioritária dos seus "fundos".

 

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ULTRAMAR — O percurso secular das Descobertas, com a expansão de Portugal no Mundo, atracou a 1999. Com Macau, a cepa que tem governado o fim da herança dos "Egrégios Avós", soube por uma vez, ser "distinta". Salvaguardou (em princípio) Direitos, Valores e Liberdade. Fica-nos agora, o património dos povos e das comunidades que partilham uma história e uma identidade portuguesa, desde a América, Ásia, Europa ou África, sem esquecer nunca Timor, Goa, Damão e Diu. Fica a Comunidade Lusíada e seus povos, que continuarão a pertencer sempre à nossa alma. E fica o nosso conceito estratégico "atlântico", que assinala na Europa, a ligação eterna de Portugal ao Mar e aos seus Heróis.

 

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Demonstração dos Resultados do Exercício do Poder Central

Custo do edifício "Escola de Música" para o Porto/2001— 6 milhões de contos.

Perdas anuais de um Hospital Central vizinho — 1 orçamento da Câmara de Aveiro.

Custos do não aumento das Portagens nas Pontes do Tejo e Vasco da Gama — 6 milhões de contos.

Custos de Remodelação da Antiga FIL/Lisboa para a Presidência Portuguesa da União Europeia, por falta de um "CCB"/Lisboa ou de um "Parque das Nações"/Lisboa — 8 milhões de contos.

Orçamento do Executivo Aveirense (ano 2.000) — 14 milhões de contos, com necessidade de dois Empréstimos (179 mil contos e 1.156 mil contos).

As demonstrações referidas estão em conformidade com um estudo que revelou que, no ano de 1999, o Distrito de Aveiro foi espoliado em 60 milhões de contos, desviados para a Região do Tejo e Sado.

 

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Parecer do Conselho Fiscal da Área Metropolitana de Aveiro

Verificada a situação fiscal dos aveirenses, estes são os melhores contribuintes per capita para o Orçamento de Estado. Entende-se que o exame efectuado proporciona uma base aceitável, para exprimir que a distribuição dos recursos financeiros pelo Executivo de Lisboa, não satisfaz exigências de justiça e de equidade, nem os critérios valorimétricos adoptados, foram em função do quadro tributário de cada Região. Em face do exposto, entende-se que o Executivo Aveirense tem direito aos "empréstimos" contraídos e a mais que Aveiro empreenda "abonar-se" para a execução das obras. Por sua vez, deverão ser debitados os juros ao Governo de Lisboa, de quem a Região Aveirense é credora. A amortização total da "dívida" vencerá com o Desenvolver Sustentado de todo o país, em vez do sustentar do desenvolvimento de 1+ ½ (LX+PRT) região.

 

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PRESCRIÇÃO— O Projecto-Lei que permitiria o retorno dos serviços perdidos por Aveiro, baixou sem votação, para "aperfeiçoamento" em 4 Comissões Especializadas. Os 2 artigos de "relocalização aos Distritos dos serviços desconcentrados da Administração Central" foram considerados um rascunho exíguo, a necessitar de fervorosa maturação e do parecer dos envolvidos. Não é de admirar. A transferência, pela governação de 1992, de estruturas da área da Saúde, Sociais ou de Educação de Aveiro, para uma estrutura intermédia, também resultou da concordância entre todos e de um esboço minucioso e elucidativo (actualmente em vigor). Tão minucioso que, por exemplo, Aveiro vai indicar proximamente um dos vice-presidentes da CCR Centro, mas o presidente é que não. Tão elucidativo que, por exemplo, a instalação de um Centro de Formalidades de Empresas está "oficialmente" fechada para Aveiro, cumprindo-se os rigorosos critérios de sediação de diferentes estruturas, onde melhor esses meios se justificam (Aveiro, com o número diminuto de empresas, jamais poderia ser local para este Centro).
Afim de acautelar a possível "prescrição" (palavra exótica em Portugal) do prazo de 35 dias dados ao Projecto-Lei, para "acabamento" (?) em 4 celas da autoridade parlamentar portuguesa, faça–você-mesmo na Tabela seguinte, uma marcação por cada dia, a contar desde 13 JAN 2000- e vão 7 marcas...

ó ó ó ó ó ó ó ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô ô

 

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A AULA DO PROFESSOR— O dever nacional por uma alternativa do centro e centro direita, num projecto político de mudança por etapas, pode iniciar-se com o insigne lanço das Eleições Presidenciais. A maioria natural de portugueses, que se reconhecem no património político que vai do centro para a direita, reclama por uma vocação alternativa a uma, cada vez maior, miséria governativa da confissão de esquerda. Lembrar um excerto da "Mensagem aos portugueses", subscrita pela, então "AD" dos anos 80, é um préstimo para a actualidade: "...Chegou a altura de erguer e levar por diante um projecto sério e digno de vida colectiva. ...Portugal não deve continuar por mais tempo sem um autêntico governo...Mas os políticos não podem fazer tudo sozinhos. Podem unir-se e entender-se, iniciar caminhos, propor soluções. Portugal não está vencido. Portugal não será vencido. Temos de fazer de Portugal um vencedor..." .

 

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MAQUIAVELISMO— Foi obstruído pela esquerda, um Projecto que previa o instituir de uma Comissão avaliadora e o Quadro legal, com apoio jurídico e diplomático, das indemnizações devidas aos espoliados das Ex-Províncias Ultramarinas. Tal projecto, não pretendia discutir as culpas da descolonização. Os sentimentos de solidariedade nacional por aqueles homens e mulheres que serviram a expansão de Portugal no Mundo, responsabilizam a todos, pelo emendar da posição do Estado, ao fim de 25 anos. Nós aveirenses, vivemos na Província Não Ultramarina da Beira-Litoral. Imagine então, ver-se de uma largada, expropriado do seu património, saqueado de bens depositados num organismo "honesto" e não lhe ser atribuído anos de trabalho, para efeitos de Segurança Social. Mas o debate, ao provocar o rubor da Esquerda portuguesa, comprometeu-a na recomendação ao seu "néon - Governo", em dois pontos seleccionados. O primeiro, a devolução dos bens que os cidadãos, deslocados do Ultramar, colocaram à guarda dos consulados portugueses. O segundo, a reavaliação das pensões de reforma, pela contagem do tempo que os nossos "Heróis do Mar" laboraram nas Ex-Províncias. Resta aguardar este primeiro retocar. Sem "prescrição".

 

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"ARTE NOVA"— O património histórico e arquitectónico da "Arte Nova" pode ser enriquecido por um novo polo museológico, com alcance nacional, em Aveiro. Para tanto, basta a recuperação do imóvel de interesse histórico, que constitui o antigo edifício do Hospital, afim de se desenvolver um "Museu Nacional de História da Medicina de Aveiro". A sua restauração de raiz, com o equipamento hospitalar original e o contributo de coleccionadores, como o espólio reconhecido de um médico aveirense, poderão presentear Portugal com uma digressão histórica, pelos profundos e fascinantes progressos científicos, que beneficiaram a arte de curar. A transformação posterior do Edifício contíguo, que é o actual Hospital, em uma Residência Universitária, beneficiará o alojamento dos estudantes na cidade, uma das carências principais do actual e altivo "Campus Universitário". O destino dado aos 2 edifícios referidos, e as verbas adquiridas, por estes ou outros meios, farão preludiar para Aveiro, o signo do Hospital Novo, Central e Escolar do Baixo-Vouga (porventura, localizado na futura Auto-Estrada Aveiro-Águeda), de apoio estratégico à "Escola Superior de Saúde de Aveiro", felizmente agora aprovada.

 

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"HEIDI" À PORTUGUESA— A ascensão, por sufrágio democrático, ao poder na Áustria de um movimento nacionalista, levou o presidente da Internacional Socialista e também presidente em exercício da UE, a tomar uma posição de guardião europeu contra as forças "reaccionárias". Os valores dos Tratados Europeus pela liberdade, democracia e respeito pelos direitos humanos são incontestáveis. Todos, somos e seremos, adversários de programas baseados na apologia da violência ou em preconceitos rácicos. Mas a partir de agora, este facto tem de fazer jurisprudência e aplicar-se universalmente sem excepção e de igual modo. Em resumo, um governo europeu fica proibido de ser apoiado por qualquer tipo de coligação, em que uma das forças seja considerada "extremista" ou defenda ideologias totalitárias, sejam elas de direita, mas obviamente também da esquerda. O poder na maior parte da Europa é socialista ou de responsabilidade socialista, alguns dos quais com frentismos de colaboração com os comunistas ou seus congéneres. Ora, com uma lógica similar, mas de "sinal contrário", na Áustria, os eleitores, formaram uma maioria não socialista para governar. Parece assim, a cultura europeia confundir-se em critérios absolutistas, de um relativismo moral com "dois pesos e duas medidas", numa falsa neutralidade, controlada por um internacionalismo providente. Os "Heidis" europeus aparentam a alvura de uma criança dos Alpes. Mas persistem numa Europa tecnocrática e incapaz de se modernizar, reguladora não só das coisas mas até das ideias, que limitam o poder soberano da escolha dos cidadãos. Os "Heidis" não deixarão então de ser, os primeiros responsáveis pelo aparecimento "reaccionário" deste e de outros "Haiders"...

 

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A FAMÍLIA E O PATRIARCA— O cada vez maior envelhecimento da População e a diminuição da taxa de natalidade, torna o problema geriátrico, um dos mais importantes imperativos da política social e de saúde pública Os cuidados da 3ª idade, passarão por mais camas hospitalares, pelo renovar da missão do Médico de Família como o verdadeiro sustentáculo nos cuidados assistenciais, apoiados em Hospitais e Serviços específicos de Geriatria e em estruturas intermédias, de tratamentos continuados. Estas Unidades de Dia permitirão ao idoso receber o tratamento, mas manter-se a dormir no domicílio. De facto, manter o idoso no domicílio, é uma recomendação fundamental em termos da Organização Mundial de Saúde. Mas 2/3 dos idosos vivem nas cidades, onde infelizmente prevalece um padrão familiar nuclear urbano, que "prescinde dos idosos", ao contrário do antigo padrão patriarcal, em que o "avô" em casa era um "orgulho". No actual sistema tributário português, uma família que queira conservar o idoso em sua casa, tem direito a descontar 19 contos no IRS mas se essa família optar por colocar o pai ou mãe idosos num lar, desconta 56 contos no IRS, isto é, a política fiscal favorece o afastamento. Aprove-se por isso, a proposta apresentada ao Governo, do aumento das deduções no IRS, das famílias que mantém em sua casa os idosos. Uma proposta visionária, em termos de uma estratégia global que Portugal deve assumir como urgente, considerando a sua evolução demográfica, e sempre enquadrada no favorecimento do ambiente humano e familiar na velhice.

 

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AIR PORTUGAL-Um dilúvio de água e lama desabou sobre Moçambique. Parte de um povo da Comunidade Lusíada refugiou-se em telhados e copas das árvores, esquecidos durante semanas, até ao seu "achamento" mediático, pela BBC, pela CNN e não pela RTP África. Em trânsito, algures por essa Europa fora, as nossas autoridades nos poucos minutos de folga, do desempenho internacional sem precedentes, cruzaram-se com uma TV trinitrom. Eis que, num momento de "zapping", entre os "pay-per-view", apanharam a notícia da tragédia moçambicana na BBC, na CNN, e não na RTP África. A informação acabava, por fim, de chegar ao Governo português. Como "não é por muito madrugar que amanhece mais cedo", na semana seguinte, estava lançado o código operacional "red", para mais uma missão à portuguesa. Aqui-del-rei, toca de ajuntar uma equipa de fuzileiros, outra da protecção civil e há que ajudar. Mas na hora de embarcar, reparou-se que não havia helicópteros. É que a anunciada reforma e modernização das Forças Armadas tem-se feito, sim senhor, mas por fases; em primeiro, os meios essenciais e básicos, e só depois os meios muitos sofisticados. Houve então, que realizar um plano de contingência, isto é, comprar bilhetes no voo regular da companhia aérea nacional, uma vez que fretar um charter não dava. Mas, caramba, não tinham sido feitas reservas atempadas das passagens (quem podia adivinhar?) e a TAP para Moçambique trabalha em "overbooking". Como a sorte protege os audazes, a não comparência de passageiros na hora de embarque, deu assentos vazios, que permitiram fazer o "check-in" ao contingente de auxílio português. Por falar em cheques, é verdade, também não esquecer que perdoámos metade da dívida moçambicana (sendo que a outra metade será saldada nos próximos anos). Em conclusão, a nossa capacidade de exercer a presidência da Comunidade Europeia ficou demonstrada, até pelo envolvimento desta com poderosos meios e recursos. Por outro lado, reafirmou-se historicamente, a vocação africana e a Comunidade Lusíada, como prioridade estratégica nacional.

 

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MAPA DE ESTRADAS- As Auto-Estradas de Portugal iniciaram enfim, o alargamento para três vias, do troço Porto - Sta. Maria da Feira. Para o completo reconhecimento da importância da ligação de Aveiro com o Eixo Atlântico, fica em falta a ampliação entre Sta. Maria da Feira e Albergaria. Uma vez em Albergaria, urge alargar e dotar de, significativamente mais vias e cabines de portagem, a saída com a IP5, que é actualmente uma indignação. O descuido (ou a poupança) com os acabamentos faz também, só agora, pensar-se na instalação nas auto-estradas, de painéis electrónicos para informação instantânea de tráfego aos automobilistas, de modo a evitar acidentes, como os registados devido ao nevoeiro. Uma prioridade a justificar para os troços aveirenses, dadas as especificidades do nosso clima, apesar de se falar na instalação destes painéis em primeiro lugar, noutros locais, mais secos e de menor tráfego.

 

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CRUZADAS- O Distrito de Aveiro tem Bilhete de Identidade e Passaporte próprio. As variáveis geográficas (características físicas, humanas e de costumes) e os indicadores socio-económicos (actividade produtiva e financeira) alicerçam um património específico aveirense, compartilhado pela maioria dos cidadãos. Juntos, têm permitido ao Distrito de Aveiro, o desenvolvimento que o colocam num lugar nacional invejado. Por isso, de forma condescendente, a unidade política do Distrito vê-se confrontada com atitudes hostis, como que se estivesse em constante leilão (afinal o Distrito, já não está dividido por 2 CCR`s?). Vai daí, uma pronúncia do norte, veio arrematar a criação de um novo distrito na região Norte de Aveiro, por terras de Santa Maria da Feira. Perante estas situações, qualquer dia, lá terá Aveiro de ocupar o resto da Bairrada e da Ria de Aveiro (Mira), bem como Gaia a Norte, caucionando desse modo, "zonas-tampão" de fronteira, num desígnio estratégico do tipo Astérix.

 

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CAPITAL DO CENTRO- Aveiro, dentro de campo e no terreno, vence sempre. No final do tempo regulamentar do II Quadro Comunitário de Apoio (QAC), o desfecho do contributo de Aveiro, foi de 14% do total do investimento nacional, isto é, 279 milhões de contos. Por outro lado, o facto de se dedicar a Aveiro um Congresso Nacional partidário, desempenha mais um contributo, na afirmação da capitalidade de Aveiro e para se clamar "a 3ª grande somos nós".

 

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OURO NEGRO- Os preços de combustível reflectem a evolução do petróleo no mercado internacional. Assim, quando sobe o petróleo, sobe a gasolina, sendo o inverso verdadeiro. Mas na célebre miragem do oásis português, passa-se o contrário. Não é então, que os custos previsíveis eleitorais foram capazes de congelar o agravamento de 10 para 30 dólares/barril petróleo, ocorrido no último ano? Assim, numa última quinta-feira negra, o anúncio da "OPEP" em descer o preço de petróleo, fez subir em Portugal, os preços do combustível, apenas dez vezes mais do que a inflação. O que vale é que, embora manifestamente "Cairo", foi consumado sem arrogância. Deste modo, a verdadeira gasolina Super-sem chumbo/98 de progresso de qualquer país civilizado, isto é, a classe média e a economia produtiva, continuarão a pagar por litro, 77% de imposto sobre os produtos petrolíferos. O Estado "útil", na sua duplicidade de gestor e intermediário, vai continuar na recusa da fixação de uma carga fiscal benemérita e na recusa da entrega ao mercado, da flexibilização dos preços do combustível. Mas, sobretudo, o "tuaregue" português, continuará a procurar, com imaginação, neste deserto governativo, o oásis apalavrado, mas com a gasolina mais cara da zona euro, 6 escassas vezes mais do que a dos alemães...

 

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PRIMA LIGA- O nosso Beira-Mar está em primeiro lugar na Liga. Só depende de si próprio, para ascender ao lugar que merece e iniciar a caminhada para ser o "Outro Grande", na nova catedral do Mário Duarte, em 2004. Aveiro tem, neste momento concreto, que viver afectivamente e com empenho, o seu grande símbolo patrimonial, içando pela Corda a Âncora, rumo à subida. O SC Beira-Mar, como a glória de Aveiro e sempre o primeiro a triunfar, deve ser um traço do sentimento Aveirense, compartilhado por todos.

 

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A CARTA DE PERDIÇÃO-[ 2ª feira, 24 de Abril, sinais de terra] Senhor, posto que os capitães de Abril escrevam a V. Ex.ª as novas desta nossa terra, permita a um mero escrivão, transmitir da corrente obra de nossa governação. Creio Senhor, que das pregações eleitorais, os nossos governantes não lavram, nem criam, nem reformam. E estão acerca disso com tanta inocência. E, segundo o que a todos parece, não se reforma a saúde pelos médicos. E não se reforma a justiça pelos juízes, e o ensino pela "Moderna", e a segurança pelos polícias. E cremos que ficarão sempre por aqui, porque à falta de conteúdo, a feição deles (governantes) é serem pardos, maneira d`avermelhados, de bons viveres e boa conversa. Andam assim nossos governantes, sempre nus, sem nenhuma cobertura (fora os enfeites e disfarces), nem estimam nenhuma causa cobrir nem mostrar suas vergonhas. E das gentes da nossa terra, de barrete vermelho e carapuça rosa, e um sombreiro preto. Nesta terra, Senhor, uma em cada quatro famílias são pobres, sem contrairo, que não as greves, para poder ser.[ 3ª feira, 25 de Abril, sinais de tempo] E a Sessão Solene da Assembleia ventou tanto com chuvaceiros que nem o Presidente, porque da República, teve a soma inteira de todas as palmas. Receberemos pois Vossa Alteza em muita mercê, porque da Monarquia, de vencido Portugal, de novo vencer.

 

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A CARTA DE ACHAMENTO-[ sinais de futuro] A ancoragem dos portugueses em 1500 a terras de Vera-Cruz permitiu Senhor, fundar não apenas um país, mas uma terra tamanha de continente, em harmonia multiétnica e de mistura. Que cremos, uma obra de grande dignidade, património inalienável lusíada, pois entre todas as Descobertas, as portuguesas foram em tal maneira, que as desculpas não são tanto assim. E em cinco séculos de admirável Brasil, o melhor que agora se puder, um novo achamento sem complexos. O que torne Senhor, a bem achegadas, todas as melhores gentes, as de língua portuguesa. Que as leve, por laços seculares de afeição, ao desejo de cooperar e cultural e social e económica. E a vencer no Novo Mundo, com esta semente que a Porto Seguro arribará.

 

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APAGÃO I- As cegonhas continuam a trazer bebés, mas em Portugal também trazem o "Estado da Nação". Ultimamente, a cegonha de S. Bento, enche o bico, em boas novas de estradas novas. Foi a auto-estrada Lisboa/Madrid, pela rota do Alentejo. Vai ser até Junho de 2002, a auto-estrada Lisboa/Algarve. Tudo isto, ao serviço do bem estar de quem procura o turismo de habitação ou o melhor de Portugal (para o resto, até vêm de avião). No entanto, não há uma nova auto-estrada de raiz, Aveiro-Vilar Formoso. Principiou-se receosamente, a duplicação do actual IP5, de custo semelhante a uma nova, mas com troços no sistema "SCOOTER" (velocidades abaixo de 50Km/h). O IP5 é a principal rota de ligação à Europa, servindo a maior parte da actividade produtiva nacional (60% das exportações portuguesas). A estratégia da sua concretização e do seu bem-fazer, geraria por si só, impacto no desenvolvimento e na economia nacional, de modo a subsidiar no futuro outras auto-estradas das cidades, montes e vilas históricas, entretanto e pelos vistos, consideradas prioritárias. Mas, se até contemplar casais de cegonhas, numa torre ou campanário, em vez de bom augúrio, já pressagiam o "apagar" desta legislatura....

APAGÃO II- Segundo falam as crónicas, a nossa Avenida teve maior multidão a festejar um título nacional, que nos festejos da subida do SC Beira-Mar. Também, apesar das casas que os portugueses compram, custarem o dobro daquilo que valem, existe uma falta imperdoável da comunidade aveirense. Dos "três grandes clubes" apenas um deles é que ainda não tem casa em Aveiro! Afinal, pouco parece inquietar se o SC Beira-Mar ainda não habita numa casa de cidade. E como está na moda a teoria das cegonhas, um casal de cegonhas, como volta ao mesmo ninho, ano após ano, faz com que estas aves, desde sempre, sejam apontadas como modelos de fidelidade. Por isso, ao Stop do sobe e desce, também Stop ao entra e sai de associado do SC Beira-Mar para "ver um grande jogar". Grande, é sentir Aveiro sempre em primeiro e em "dobradinha", ficando sempre o restante em segundo.

 

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APARIÇÃO I- A análise do mundo contemporâneo, quer se seja crente ou não, está ligada à história nacional e aos acontecimentos de Fátima. O anúncio a 13 de Maio de 2000, do terceiro segredo de Fátima, na cerimónia de beatificação dos pastorinhos, de que um " Bispo vestido de branco cai por terra como morto sob os tiros de uma arma de fogo" e a sua associação ao atentado ao Papa na Praça de S. Pedro, funcionou, então, como "senha" profética para mudar a história mundial do século XX. A protecção dada a João Paulo II nomeou-o a 13 de Maio de 1981, como o eleito para a "consagração da Rússia ao sagrado coração de Maria". O contributo do Papa para a queda dos regimes comunistas ateus do leste, do muro de Berlim e para a mudança do quadro político mundial, com o fim da guerra fria, tem de ser por todos reconhecido. A imagem de Fátima é pois, uma mensagem universal do caminho para alcançar a paz e a felicidade humana, irradiando com orgulho, a partir de Portugal. Pátria nossa, em que algumas classes dirigentes, em contra-corrente de séculos padronizados pela Cruz de Cristo, assentam numa vaidade por valores do tipo "republicano, socialista e laico".

 

APARIÇÃO II- A propósito, viveu-se também com orgulho, na véspera, a 12 de Maio, a fé e devoção na nossa Princesa Santa Joana, em que mesmo antes da beatificação pela Santa Sé, o povo de Aveiro já a elegera como protectora e padroeira. Uma componente religiosa aveirense a venerar, por todo o ano, para além do feriado municipal, da procissão e da visita ao mausoléu.

 

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SECUNDÁRIO- Pela primeira vez, o Distrito de Aveiro acolheu uma Cimeira da União Europeia, em Terras de Santa Maria da Feira. Mas num raio de trinta quilómetros, a direcção de Aveiro-capital foi esquecida. Os mesmos trinta quilómetros foram recomendados para a cidade que foi Invicta no protagonismo. Valeu a Santa Maria da Feira, o nome oficial dos acordos para a História da Europa. Por sua vez, ambos os concelhos levaram tolerância de ponto por decreto. Uma tolerância, que leva 10 milhões de contos de Vale de Cambra, para Fundações ligadas à sociedade da informação, para fora do nosso Distrito (que até é o "Silicon-Valley" português). Uma tolerância, que coloca no Guia róseo das "Pousadas e Hotéis de Sonho" o Buçaco, a Curia e a Mealhada no capítulo do "Mondego". Ou que, concede ilustrar primeiras páginas aveirenses, com anúncios "Mercury" de Festas de Cidade "choupalinho".

 

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NUCLEAR- A selecção portuguesa de futebol, tem realizado no Euro-2000, uma carreira de grande qualidade, com momentos históricos (também a meia-final?), revelando personalidade e coesão de grupo, num ritual desportivo de afirmação da nação. De facto, ao contrário do que era hábito, assistimos hoje a uma mudança da defensiva de resignação corrente, para uma atitude atacante de auto-confiança e de orgulho no ser-se português. O Euro-2000, igualmente reforçou a nossa grande visão a meio-campo, por irmos organizar o Euro-2004. Para Aveiro, começa tecnicamente a avistar-se o equivalente de Roterdão, como para Oliveira de Azeméis, a baliza de Ermelo. Por sua vez, para o SC Beira-Mar, vêem quatro anos de afirmação a toda a largura das Beiras. Com a descolonização em relação aos relatados como "grandes", por parte de cada "núcleo" familiar aveirense, num remate de ancoragem da grande-área amarela, sem auto-golo. É que seja "núcleo, citoplasma ou membrana", todos devem ter Aveiro sempre em primeiro e em grande (com excepção de algum pseudópode).

 

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SÓ NÚMEROS (1ª Volta)

  • Um casal espanhol ganha uma média mensal de 378 contos. Quanto ganha, por mês, um casal português, o pior pago da União Europeia (UE) ? (146)
  • No índice de desenvolvimento e qualidade de vida da ONU, Portugal fica atrás de países como a Grécia, Malta e Chipre. Qual é o lugar realmente ocupado por Portugal? (28)
  • Qual é a percentagem de endividamento dos portugueses em função do PIB? (80)
  • O número de contratos de trabalhadores estrangeiros, registados no nosso país no ano de 99, foi de 3 663. Nesse ano, quantos portugueses emigraram para fora de Portugal? (28 000)
  • Em 1999 em Portugal, morreram em acidentes de viação, mais pessoas percentualmente, do que em qualquer outra parte do mundo, o equivalente a 7 quedas de "Concorde" e 8 naufrágios de "Kursk" juntos. Quantas pessoas ao certo morreram? (1 740)
  • Portugal ocupa, também, o primeiro lugar mundial em consumo de álcool. Quantos bebedores excessivos existem em Portugal?(1 000 000)
  • Portugal tem a maior taxa de novos casos de Tuberculose da UE. Quantos novos casos foram notificados em 1998? (4 525)
  • Que percentagem de portugueses não sabem ler um texto simples, como uma receita? (77)
  • No último ano legislativo, das 294 propostas de Lei apresentadas no Parlamento Nacional, quantas foram aprovadas? (55)
  • A Taxa de Crescimento do PNB no ano de 99 foi em Portugal apenas de 2,9%, inferior à Espanha (3,7%) e Irlanda (8,3%). Daqui a quantas gerações, se prevê Portugal atingir a ansiada convergência real com a UE? (00)

  

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SÓ NÚMEROS (2ª Volta)

  • Portugal situa-se acima da média comunitária, no uso de telemóveis. Qual é o número de clientes de telemóveis, existentes no nosso país? (4 930 000)
  • Por iniciativa do MAI, inserido no programa nacional de prevenção a fogos florestais, foram entregues aos pastores telemóveis, que incluíam quantos escudos em chamadas? (5 000)
  • De entre todas as doenças venéreas, quantos portugueses morreram de Sífilis em 1997? (1)
  • Em que ano foi feito uma inquirição sobre Barrancos, que Castela pretendia ser sua, mas sendo afinal nobre vila portuguesa? (1 493)
  • A nossa população, que ainda não chegou aos 10 milhões, apresenta um saldo natural positivo, de renovação das gerações, de quanto? (7 300)
  • Em 1980, a mortalidade infantil em Portugal era de 24,3% em cada mil. Agora, este "ponto de civilização" está em quanto? (5,4)

 

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"EM AVEIRO, SEM O MEU HOSPITAL!"- Durante o período de Estio, foi visível a falta de médicos no Hospital de Aveiro. Tornou-se conhecido a falta de cardiologistas que poderia ter encerrado a Unidade Coronária, mas também a escassez de médicos de Medicina Interna, facto que responsavelmente não se pode desvalorizar. A Medicina Interna trata a grande massa dos doentes do foro médico (não cirúrgico) que ocorrem aos hospitais, seleccionando os diagnósticos difíceis, a orientação dos doentes multisistémicos e as verdadeiras emergências, numa visão global, não fragmentária da pessoa doente. É na instância dos Serviços de Medicina, que se fundamenta uma instituição hospitalar, e na prática, a sua insuficiência, não compromete apenas um Serviço, mas pela grave repercussão assistencial, pode em termos limite, levar à falência institucional. Mas no Hospital Infante D. Pedro de Aveiro rareiam médicos em todos os outros Serviços, particularmente nas especialidades de Pediatria, Radiologia, ORL, Oftalmologia e Ortopedia.
Para quando a aprovação do alargamento do Quadro Médico e consequente preenchimento de vagas, cuja concretização por parte do Ministério da Saúde, tem sido sucessivamente adiado?

 

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"EM AVEIRO, SEM O MEU CARRO!"- O dia 22 de Setembro deslindou a nossa cidade de infância, com uma Avenida respirável, sem tráfego e sem ruído, e com o seu carácter próprio de espaço urbano único, com um património vistoso entre os Canais das Pirâmides, de S. Roque ou do Cojo.

A medição do desenvolvimento, como indicador de riqueza, integra uma nova contabilidade mundial, multidimensional, integrando outros aspectos aos económicos, como a qualidade de vida e do meio ambiente. Esta "nova contabilidade" foi em Aveiro exemplar e de cumprimento civilizado. Houve a coragem por um comportamento de "desenvolvimento sustentável", mas a consciência de o compatibilizar sem prejudicar o seu trabalho e a sua produtividade.

Todos os cidadãos aveirenses incluindo comerciantes, empresas e escolas, viveram uma cidade diferente, alegre, agradável, de melhor convívio e por isso de menor stress. A cidade de Aveiro ganhou neste dia, a oportunidade de prosseguir com uma nova realidade para os restantes 364 dias, estendendo os percursos pedonais e de bicicletas, os corredores verdes, os estacionamentos periféricos com transportes públicos de primeira classe, como os mini-autocarros, táxis de Ria ou até o inadiável futuro Metro de Superfície.

 

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AMARELADO- Os andamentos do Euro-2004 e a concretização da empresa "Estádio Municipal de Aveiro", sem qualquer representante indicado pelo SC Beira-Mar, merece uma admoestação. As empresas, as instituições e os cidadãos (a maioria "dissociados" para clubes de outras "tribos") têm de encontrar uma resposta imutável e assumida - se o Grande Aveiro, considera ou não essencial para a sua riqueza um Beira-Mar Grande. Pelo contrário, noutros municípios, como de Lisboa e Porto, já se encontrou essa resposta. Os próprios arrabaldes dos estádios, ao jeito "Parque Desportivo de Aveiro", têm sido ofertados aos respectivos símbolos clubistas, consagrando-lhes com a capacidade financeira de estes serem donos dos seus próprios recintos.

VERMELHO DIRECTO- As conclusões de eixos rodoviários fundamentais, como a A14 (antiga duplicação do IP5) e IC2, integrando-os como vias estruturantes do território nacional, assegurarão um Portugal a produzir mais, a competir melhor e a subir, na difícil aproximação à convergência real europeia. Mas subalternizando o mérito de quem faz riqueza, a prioridade estratégica das acessibilidades, resume-se a um simples anúncio - a auto-estrada para o Algarve será totalmente concluída em Junho de 2002. Mas o cuidado posto pelo Governo de Lisboa, para com o capaz Distrito de Aveiro não surpreende. Afinal, é no mesmo país, que se obriga Aveiro a ir criar empresas a um Centro de Formalidades Alienígena, sendo essa a razão principal porque não se justifica ter um "CFE" em Aveiro!

 

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O REGENTE E A AUTONOMIA- A criação efectiva de mecanismos de descentralização e desconcentração da parte do Estado Central, poderá ficar mais consistente, se vier aí o novo estatuto para os governadores civis, com um reforço das suas competências. Como uma titularidade política não deve ser uma profissão, nem um "carreirismo", nem um "comissariado", espera-se agora que este serviço público também se reforme para mandatos de termo certo e com legitimidade democrática. Então sim, haverá autonomia na governação de um Portugal de Aveiro, como motor do país circundante. E entre outras causas, reclamar pela recolocação dos serviços expropriados ao Distrito de Aveiro ou pela reposição das verbas das quais é espoliado pelo Estado Central. Abolir a divisão actual do Distrito por duas CCR (Norte e Centro). Assentar definitivamente a Bairrada, o Buçaco ou o Europarque como património exclusivo do Distrito de Aveiro.

 

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CASTIGO OU HONRA?- Durante anos cumpriram o Serviço Militar Obrigatório (SMO), em nome de Portugal. A dignidade do Estado implica dignidade para com os cidadãos que serviram nas Províncias Ultramarinas, onde na altura esvoaçava a bandeira de Portugal. Mas os nossos ex-combatentes andam agora na rua, para que lhes seja contado o "tempo de combate" como "tempo de reforma", no momento da atribuição das pensões.
Já foi apresentado um Projecto-Lei de "Regularização das situações decorrentes do processo de descolonização"- para que o Estado português indemnize os deslocados do Ultramar que perderam propriedades, contas bancárias e outros bens, assim como a "Concessão da contagem de tempo para efeitos de pensões". Só que a esquerda, ainda cúmplice e complexada pelos seus equívocos, tem castigado qualquer resolução destas matérias.
Sem a Nação honrar o seu passado, como poderá merecer o seu futuro?

"BIG LISBON"- A cobertura jornalística dada pelas TV "nacionais" a candidaturas à presidência de um clube são o exemplo actual do estado das "redes generalistas". São cada vez mais um meio para distrair e menos para instruir, cada vez mais para esquecer e menos para informar. Despem os espectadores - cada vez mais pobres - das suas singularidades, por verdadeiras propagandas megalómanas, em privilégio de uma só região, conhecida como saloia. São "especialistas" no embrulho "isto é nação e o resto província", em sintonia com a realidade ultrapassada dos anos 60. Em defesa do princípio de igualdade, para quando uma "TV generalista de Aveiro" (o que é feito da Lei das Televisões Regionais?), que faça uma cobertura equivalente da "nação Beira-marense" ?

 

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ADMINISTRAÇÕES HOMÓGENEAS- Uma boa tradição portuguesa é, concerteza, a dos municípios. A alteração do sistema eleitoral autárquico, permitindo viabilizar executivos camarários homogéneos, constituídos apenas por elementos da lista vencedora, parece vir a ser um modelo de governo municipal mais de acordo com o "Estado útil".

Impede a tendência de paralisação da governação por "conflitos partidários" e individualiza uma maior e mais autêntica responsabilidade política.

Será depois importante "constitucionalizar" os deveres executivos perante o legislativo. Através de um verdadeiro código que permita o debate das decisões executivas e o reforço dos poderes de fiscalização, com superior participação das Assembleias Municipais.

 

Marés